Procurando por um bom título…

Acho que a vida é sobre encontrar novos motivos dentro de si, ou até fora,  pra levantar da cama todos os dias  e tentar ser feliz… Eu tenho necessitado de uma vida urgente, rápida, onde tudo acontece ao passo em que eu penso, e se concretiza no minuto seguinte. Porém, o que acontece é que as coisas não funcionam dessa maneira, não são fáceis e eu fico me enchendo de perguntas, querendo entender os porquês dessa vida, os porquês de tudo.

Eu vivo de fases, variando entre tonalidades de cinza, às vezes perto do branco, da calma e da paz interior, e outras beirando ao abismo do preto, necessitando encontrar um vento pra me livrar da claustrofobia que é estar dentro da minha cabeça… Faz parte de mim viver assim e eu não sei fazer nada se não for dessa maneira, me livrando de querer simplificar as coisas e sempre com o medo de perder a profundidade. Simplificar o que não é simples, achar graça em festas bonitas com gente vazia, superficial e chata, sem sal, açúcar, pimenta… Não! Eu sou outra! Nas fases boas ou ruins, eu gosto do atrevimento, me atrai o diferente, o olhar sarcástico, as observações que se assemelham a análises da alma e da natureza das coisas. Eu gosto do profundo, de achar beleza e sentido no inusitado, de viver cada fase como se fosse um filme, pois nunca sei se sobreviverei à próxima. Eu não sou e não gosto de puritanismo, viver pra mim tem que ser intenso, sincero, do contrário prefiro ficar em casa assistindo a um filminho mela cueca.

Tenho sentido falta e saudade de coisas e pessoas que eu nunca conheci, de experiência as quais eu desconheço e, acima de tudo, de verdade. De vazio já basta a alma, que aquece e esfria, num ciclo shivariano que nunca acaba.

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19 comentários

  1. estou me sentindo como sempre dessa maneira. o atrevimento me falta, a emoção do novo ou do algo que nunca vivi. e eu busco, sabe? mesmo eu não tecendo as oportunidades, escondidas ou explicitas, eu continuo querendo o abraço quente de coração, as palavras com frases feitas de verdade e querendo pessoas, mas verdadeiras!

    ótimo texto como sempre.

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  2. Ser mulher é isso que você descreveu.
    As vezes estar em uma paz tranquilo e de repente se ver no abismo.
    E por incrível que pareça também tenho ânsias de conhecer pessoas que eu ainda não conheci. É essa vontade de desfrutar o novo o incerto. Isso é coragem.

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