“Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura.”

Eu sempre gostei de escrever e escrevo desde os meus 11 anos, quando comecei a inventar algumas estórias e passá-las para o papel para então poder vivê-las. A escrita tem essa graça de proporcionar a vivência das coisas que se imagina numa espécie de sonho acordado onde quem escreve tem o poder de criar um mundo com suas próprias fantasias, mudar o curso dos acontecimentos, expressar sentimentos, ideias, colocar para fora mágoas e rancores, criar possibilidades e ainda camuflar tudo isso nas entrelinhas.

As folhas em branco dos cadernos velhos sempre foram bons aliados, era ali que enquanto pré-adolescente cheia de descobertas e imaginação eu podia ser eu mesma ou ser quem eu quisesse sem que alguém que julgasse. Era naquelas folhas vazias que eu encontrava companhia enquanto estava sozinha, que criava minhas próprias novelas e filmes, que fazia bondades ou maldades a personagens que secretamente eram pessoas do meu cotidiano a quem eu obviamente não podia declarar minha raiva ou amor tão descaradamente.

Nunca gostei de escrever diários, acho que sempre fui exibida demais pra isso e escrevia coisas pra divertir quem eventualmente lesse meus contos e minhas bobagens adolescentes e posteriormente, inspirada em escritores os quais eu admirava, passei a escrever prosas que tivessem um quê de poesia, expressando algumas das minhas idiossincrasias, pra ficar contente vendo algumas pessoas se identificarem…

Fui feliz por fazer da caneta e papel os aliados das minhas tramas e dos meus dramas infantis e hoje, graças a eles e ao meu querido notebook, posso dizer que escrevo como uma forma de me libertar de pensamentos que nem sempre são bem vindos, o que eu nem precisava dizer, afinal, com o título desse post nem precisaria dizer mais nada. Uma vez Bukowski, sempre Bukowski!

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3 comentários

  1. poeticadepensee
    Acho que dá para mudar sim, é claro que inevitavelmente buscamos pessoas que nos agradam fisicamente, mas o fisico é descartável, sendo que todos mudam, e o que sobra, é o amor e o companheirismo, não o lado físico.
    Obrigado por seu comentário em meu blog, espero que volte sempre, e nunca se arrependerá…
    Grande Abraço

    De Reinaldo DeL Trejo

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  2. Ai ai, como diz o título, as palavras servem para nos libertarmos de sentimentos passageiros, mas infelizmente, apenas os passageiros.
    Sempre escrevi, nunca muito bem, é verdade, sou muito apressado, não reviso o que faço, e sucessivamente existem erros idiotas em minha escrita.
    Mas é verdade o que você fala, como é bom escrever e ver que algumas pessoas se identificam com sua escrita, isso faz um bem inevitável em nossos corações.
    Isso é tão grande em meu peito, que só posso que eu amo escrever, me faz bem…
    É lógico que minha vida, minha essência não se resume a minha escrita, pois sou muito maior do que apenas isso.
    Mas grande parte de meus desejos, meus anseios, estão nas entrelinhas de meus textos.
    A grande maioria eu não publico…
    Tenho tanto texto salvo em Word, que vou deixando, mas a minha vontade de desabafar no Word é tanta, que me faz um bem desgraçado.
    E sucessivamente vou escrevendo, alucinando, enlouquecendo.
    Adorei seu texto, assim como adoro seu blog.
    Volto sempre aqui…
    Grande Abraço

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