Gente negra, parda, miscigenada e linda!

Recentemente, li uma pesquisa sobre o racismo muito entristecedora, que revelava o quanto o preconceito se manisfesta nas crianças. Segundo o estudo (que você pode ler clicando aqui), crianças negras e pardas são muito mais rejeitadas na escola do que seus colegas brancos, manifestando na adolescência problemas como a insegurança e a falta de auto-estima, traços que acabam se perpetuando pelo resto de suas vidas.

Os motivos dessa discriminação desde a infância são vários. Além de aprenderem observando o comportamento dos adultos e interiorizarem a rejeição àqueles que não fazem parte do seu convívio (no caso de crianças que não convivem com pessoas negras), as crianças desde sempre aprendem que o padrão de aceitação é o europeizado. Seus ídolos da música são garotos brancos da elite que falam de corações partidos, os heróis dos desenhos que passam na TV não são negros, mas as empregadas nas novelas quase sempre são. Na escola, essas crianças aprendem desde cedo qual é a sua posição no mundo, a de subalternos.

Embora não seja comum presenciar pessoas pregando o ódio, a perseguição, inferioridade contra algum negro, o nosso racismo existe e é um racismo velado; fomos ensinados a não admitir nossos preconceitos, a existência de desigualdades inadmissíveis e a presença de minorias, culpa daquela velha e tacanha lógica que nos faz acreditar que só há fogo quando há fumaça, que ao ignorar nossos problemas eles automaticamente deixarão de existir. O Brasil é um país racista e que acredita não ter racistas. O racista brasileiro é aquele que costuma fazer declarações dizendo “não tenho nada contra, mas… eu não gostaria que minha filha se casasse com um rapaz negro”, “nada contra, mas… tenho que confessar que a maioria dos negros pobres são bandidos”, isso quando não ri de piadinhas racistas que escuta por aí. “Está na moda ser politicamente incorreto, esse povo chato e metido a besta é que adora chamar os outros de reacionários!”.

O exemplo mais concreto disso é o nosso padrão de beleza eurocêntrico. Mesmo após mais da metade da população brasileira ser reconhecidamente negra, ainda acreditamos que a beleza de alguém é diretamente proporcional ao quanto se encaixa nos padrões eurocêntricos. A preferência nacional ainda é pelas loiras, mesmo entre os homens negros, assim como boa parte das mulheres negras prefere se relacionar com homens brancos.

O racismo está implícito e faz com que milhares de pessoas negras, pardas, miscigenadas e lindas cresçam achando que são inferiores. Nas famílias onde não há uma forte identidade negra para fazer nascer o orgulho pelas origens e a aceitação, os miscigenados se acham menos bonitos do que seus irmãos que nasceram um pouco mais branquinhos. As meninas crescem achando que têm cabelo ruim, e acabam fazendo com que seus cabelos fiquem ruins mesmo de tanta química para tentar alisá-los. Não que seja errado alguém que queira alisar os cabelos ou quem prefira pessoas com determinadas características físicas, mas não vamos tapar nossos olhos e tentar acreditar que boa parte dessas “preferências” interioriza inconscientemente um histórico de racismo.

Se para as mulheres existe essa cobrança para se adequarem cada vez mais aos padrões excludentes, os meninos também não escapam: estão acostumados a serem trocados por outros brancos ou loiros, que sempre têm muito mais mulheres dispostas a relacionamentos e amizade, e as meninas a quase sempre serem a segunda opção na disputa com uma amiga igualmente bonita, mas branca. Os meninos negros estão acostumados a serem revistados pela polícia, enquanto seus amigos brancos não levantam muitas suspeitas. O branco encontrado com maconha no bolso da calça é vagabundo, filhinho de papai e mimado, o negro é bandido, marginal.

Tento pensar que o Brasil está mudando. Todos os dias, ao menos em São Paulo, vejo mulheres lindas assumindo seus cabelos crespos ou cacheados e homens ganhando auto-estima e orgulho por sua cor e miscigenação. E sonho todos os dias em ver cada vez mais pessoas ignorando imposições absurdas e inatingíveis, e sendo felizes se aceitando como elas são. Bonitas ou não. Capas de revista ou não.

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4 comentários

  1. A meGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus Arnaldo Jabor, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial, William Waack, William Bonner, Mônica Waldvogel, Sandra Annenberg Wolf Maya, Daniel Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e o Judeu racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus,este BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeusionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião, nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo brasileiro.Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da Organização Negra Nacional Quilombo – ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil quilombonnq@bol.com.br

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  2. Na realidade, o Brasil comete o erro do racismo velado sobretudo porque o próprio Brasil se sente um país inferiorizado. É sabido que todo mundo aqui quer ser europeu, pega as referências internacionais e as aplica em seu cotidiano.
    Trauma pós-colonização? Talvez.
    Ainda fico pasma – mesmo – estando em 2013 e vendo racismo. E olha que moro em Salvador, Bahia – a população negra aqui é maioria e, ainda assim, dá para ver nitidamente racismo praticado por brancos, mas também frequentemente praticado por negros. Mesmo que estes não percebam.
    Afinal, negar a própria identidade também é um modo de praticar o racismo.
    Abraços.

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    1. Não é mesmo incomum ver o oprimido usando o discurso do opressor! E é chocante que isso aconteça, que as pessoas sigam um padrão europeu, que idolatrem países que foram os grandes responsáveis pelo genocídio de negros e índios que aqui viveram.
      Talvez falte mais identidade nacional e mais aulas de história para essas pessoas…

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