Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão…

Detesto falar de amor, ou melhor: detesto falar de amor usando clichês para resumir tudo aquilo que já se pensa sobre o assunto.

Os filmes românticos acabam sempre com os mesmos finais e, na vida real, se você não tomar cuidado, inevitavelmente vai começar a dizer pelos quatro cantos que o amor é uma merda! No final das contas, amar pode até ser uma porcaria, mas a grande merda mesmo é o amor romântico!

O amor romântico é fadado à frustração, é uma causa falida! Vivemos no século da individualidade, da solidão, mas continuamos a acreditar que somos incompletos e que precisamos encontrar nossa outra fração. Idolatramos o amor romântico e todo o resto se torna banal. Creditamos ao outro nosso tesão, nosso orgasmo, nossa insônia e até nossa alegria. Mas está tudo na nossa cabeça. Quem adivinharia? Não seria muito mais proveitoso se, ao invés de depositar nossos anseios no outro e darmos a ele o peso da nossa felicidade e bem estar, nos responsabilizássemos por nós mesmos? Porque perdemos tanto tempo com a insegurança, com o ciúme, limitando o outro a viver só para nós, como um pássaro preso na gaiola?

O amor moderno precisa se adaptar à individualidade e se voltar para o crescimento pessoal dos indivíduos que formam um casal. Precisa abandonar a ideia de posse e apostar no companheirismo, na cumplicidade e no respeito verdadeiro pelo outro se quiser fluir. Precisa abandonar a ideia de que o amor é uma espécie de mágica que automaticamente acaba com os problemas, os vazios, as melancolias. O amor romântico é uma frustração porque inexiste sem a insatisfação, o desrespeito e porque fecha as portas às novidades, à vida, tornando-se fadado ao tédio e ao comodismo.

Amores modernos e, principalmente, sadios não combinam com dependência emocional. Amores são sobre diferenciar  precisar e querer. Quero estar com alguém por vontade, não por necessidade e me sinto no direito de exigir essa reciprocidade de sentimentos. Amar é também sobre deixar o outro sentir sua falta, é sobre deixar o outro ser. A maior prova de amor é duas pessoas que poderiam estar fazendo qualquer outra coisa de suas vidas, que conseguem viver plenamente bem sozinhas, estarem juntas por vontade… Todo o resto é uma desonestidade!

Mas dói, né? Seu ego ao perceber que você não tem tanto controle assim sobre a vida de alguém?

Outro dia mesmo falei sobre me livrar dos pesos e eu não quero ser a responsável pelas frustrações de ninguém. Talvez seja por isso que tenho aprendido com a solidão a gostar mais de mim, buscado ser mais feliz sozinha e tenho conseguido me sentir inteira, completa. E eu vou te amar porque eu quero, porque eu não preciso!…

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2 comentários em “Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão…

  1. Republicou isso em A teia e o pergaminhoe comentado:
    Defino esse pensamento de forma objetiva, o Amor não existe para preencher o vazio, mas, o vazio existe para recepcionar o Amor e se enriquecer do que faltava.
    Muitos dos amores perdidos são exatamente pelo mesmo motivo, egoísmos. De ambos os lados acontece aquilo que para muitos é certo, conduzir o amor como se fosse algo apenas seu. Só que o Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivessem como nós queremos.
    O amor vive de repetição. Cada um de nós tem, na existência, no mínimo uma grande aventura. O segredo da vida é reeditar essa aventura sempre que seja possível. Se não conseguir vive-la só, adapte tudo para os dois, o compartilhamento é necessário. E mesmo que estejamos todos na fossa, alguns de nós olham para as estrelas…
    Antes de qualquer sentimento de amor, devemos sem dúvidas Amar a si mesmo, é o inicio de um Amor para toda a vida. Como diz o texto citado, Amar a si própria (o) antes de qualquer coisa é de suma importância para evitar transtornos e decepções. Sejamos sinceros conosco, lembrando sempre que pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.
    Para o homem, lembrem sempre que as mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos. Essa é a conclusão que devemos tirar para nunca mais se pegar perdido na teia do Amor.

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