Filme da semana: E se eu ficar (2014)

Estou me desafiando a assistir um filme por dia até o final do próximo ano. Será que consigo? Se serão 365 filmes assistidos, não garanto, mas, como acredito que conhecimento não compartilhado não serve para coisa alguma, toda semana irei dividir com vocês aqueles de que mais gostei. Há tempos não escrevo sobre filmes e livros favoritos. Isso deve mudar.

Por recomendação de um amigo assisti a um filme que você não deve assistir sem uma caixa de lenços ao lado. Você vai chorar! Chama-se Se eu ficar. Lançado em 2014, o filme foi baseado no livro de mesmo nome, escrito pelo autor Gayle Forman e terá uma continuação, pois o segundo livro da série, Para onde ela foi, já foi lançado.

Fazem parte da trama a atriz Chloë Grace Moretz como Mia Hall e Jamie Blackley como Adam Wilde. Na história, Mia é uma jovem de 17 anos que toca violoncelo, enquanto Adam é o vocalista de uma banda que está se destacando e começando a fazer sucesso em Portland. Os dois se apaixonam, mas tudo muda quando Mia sofre um acidente trágico que mata toda sua família. Então, em coma, ela busca reviver os momentos de sua vida enquanto decide se irá acordar ou não.

Comecei a ver o filme pensando que seria mais um blá blá blá de adolescente, mas acabou me surpreendendo. Primeiro porque os atores são mais profundos do que parecem, depois porque o filme não segue uma linha cronológica firme, o que causa muita tensão e expectativas: ficamos ansiosos para saber o que acontece com Mia após o acidente e somos impedidos pelos flashbacks. A trilha sonora também é sensacional e um dos momentos mais incríveis é a cena em que os personagens fazem uma versão de Today, do Smashing Pumpkins.

Fiquei inclusive com vontade de ler os livros, apesar de ter lido críticas dizendo que o filme acaba sendo melhor por causa da trilha sonora. Mas quero saber o que irá suceder na segunda parte da história. O final me deixou muito ansiosa. Nesse fim de semana também revi “Amizade Colorida” e “Borat”, dei muitas risadas e o filme faz uma crítica espetacular!

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Sessão Pipoca: Do Começo ao Fim

Consumida pelas séries e pelos livros, há tempos eu não reservava lugar para um bom filme! O da vez é um nacional: Do Começo ao Fim. Só consigo me perguntar por que demorei tanto para assisti-lo!

Simplesmente amei o filme, tanto que não quis que acabasse tão rápido! Cheio de atuações incríveis e atores que se encaixaram perfeitamente nos papéis. A fotografia e trilha sonora impecáveis fazem perfeitamente possível sentir a emoção dos personagens na própria pele. É, entretanto, um filme para quem é livre de preconceitos – ou quem sabe, para desfazer preconceitos – já que conta uma história de amor entre dois rapazes com uma abordagem bastante corajosa por se tratar de um filme nacional. Quem não viu, veja!

Um brinde ao domingo e aos filmes!

Depois de bastante tempo sem vir aqui pra falar de filmes, cá estou eu e espero que gostem das dicas de hoje! Para começar, quero citar dois filmes nacionais que eu amei!

Histórias de amor que duram apenas 90 minutos (2010 – Nacional) – Acredito que o filme seja para poucos e irá agradar quem goste de boas histórias com pitadas de ironia e mau-humor. O filme é todo narrado em primeira pessoa e contado sob a visão do protagonista Zeca, interpretado por Caio Blat. A fotografia é bonita, o cenário chama a atenção, os atores são excelentes e a trilha sonora é boa também.

Sinopse: Zeca (Caio Blat) é um escritor de 30 anos que, por não conseguir escrever, está no mais completo ócio. Ele é casado há cinco anos com Júlia (Maria Ribeiro), uma professora que sonha em fazer um curso em Paris. Um dia ele vê Júlia e uma amiga entrando em sua casa. Zeca consegue espioná-las através da janela e, ao vê-las apenas com roupas íntimas, passa a acreditar que Júlia o está traindo com uma mulher. A ideia não sai de sua cabeça, mas ele nada conta a ela. Quando Júlia se aproxima de uma de suas alunas, Carol (Luz Cipriota), Zeca passa a desconfiar que elas sejam amantes. Só que o ciúme aos poucos se transforma em desejo e Zeca se apaixona por Carol.

Desenrola (2011 – Nacional) – Sabem aqueles filmes que fazem a gente mergulhar na história e querer aplaudir o roteiro? É Desenrola. A história é simples e poderia ser mais um clichê de filmes que abordam temáticas adolescentes, mas na minha singela opinião, consegue ser mais do que isso adicionando à receita uma boa dose de poesia e sensibilidade. Me deixou com vontade de rever.

Sinopse: Priscila (Olívia Torres) tem 16 anos e se acha uma garota normal demais, principalmente, quando repara em suas amigas. Quando sua mãe viaja a trabalho e ela fica sozinha em casa, decide que vai dar um jeito na sua caretice e vai fundo nessa ideia. Entre as muitas mudanças que pretende promover na sua vida, a virgindade parece ser uma das prioridades, mas sera que a hora certa é agora? Embora esteja decidida em investir no mais galinha da turma (Kayky Brito) para viver sua primeira experiência sexual, um trabalho em grupo na escola e uma viagem com amigos, podem mudar para sempre as suas expectativas porque ela descobre que nem tudo é exatamente como dizem e a verdade pode ser bem diferente da realidade.

Lição de Amor (Perdona si te llamo amor – 2001 – Itália) – Assisti esse filme tem já algum tempo, mas não consigo tirá-lo da cabeça. Ele aborda um tema sempre polêmico: romances onde há uma grande diferença de idade entre os envolvidos. Porém, acredito que o que me encantou no filme foi a abordagem que procurou fugir dos lugares comuns a que normalmente se chega nesse assunto. Mais do que uma história de amor e diferenças de idade, o filme fala sobre qual o papel do amor, sobre coragem, sobre ser você mesmo e seguir o coração.

Sinopse: Nikki (Michela Quattrociocche) tem 18 anos e divide seu tempo entre os estudos no último ano do ensino médio e a ida em festas e clubes, juntamente com os amigos. Alex (Raoul Bova) tem 37 anos e uma carreira de sucesso como publicitário. Abandonado pela mulher que considerava ser seu “eterno amor”, a vida social de Alex agora se restringe aos antigos amigos. Um dia a vida deles se cruzam, quando acidentalmente Nikki bate sua moto no carro de Alex.

Desculpem, mas só achei o trailer em espanhol!

Vou assistir: Reflexões de um liquidificador, Donnie Darko, e logo mais conto o que achei deles! E valeu aos meus amigos lindos pelas dicas lindas de sempre!

Dica de Livro do Dia #8 – Um Dia, de David Nicholls

Esse livro foi recentemente adicionado à minha lista de desejos! Assisti ao filme e chorei MUITO, e como muitos que passam por aqui já sabem, adoro um drama para chorar! “Um dia – 20 anos, duas pessoas, um dia”, que eu prefiro chamar de “One Day” por que é menos estranho,  é simplesmente lindo!

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Os franceses e seus filmes

Tenho me entregado muito ao cinema francês ultimamente, ou filmes rodados na França, e algo que sempre me encanta neles é sua trilha sonora sempre incrível e sublime, que combina com os filmes e sutilmente penetra na cabeça do telespectador que, sem perceber, começa a cantarolar as canções. Então escolhi fazer um TOP 3 das melhores canções de filmes franceses (ou que têm como cenário algum lugar na França) que eu adoro. Enjoy!

3º lugar – O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux destin d’Amélie Poulain, 2001) – A música “Comptine d’un autré d’été l’apres” marca muito e deixa o clima do filme melhor ainda. Assim como a trama, a música vai acelerando aos poucos e é por isso que se encaixa perfeitamente à estória.

2º lugar – Meia noite em Paris (Midnight in Paris, 2011) – O roteiro do filme é incrível, e com muito sucesso nos leva a Paris dos anos 20 e nos mostra a incrível explosão cultural e artística da época, ao som de “Let’s do it” de Cole Porter. (O vídeo contém Spoiler.)

3ºlugar – Amor ou Consequência (Love me if you dare. En./Jeux d’enfants Fr., 2003) – É, sem sombra alguma de dúvida, o melhor filme de romance que já assisti. A estória foge ao padrão americano dos filmes de romance da sessão da tarde, é engraçado, surpreende, emociona e faz sorrir. Além disso, a trilha sonora é brilhante e casa perfeitamente ao filme, deixando-o ainda mais com o ar de magia e sutileza que ele já possui. Vale muito a pena o filme e a trilha sonora feita por Louis Armstrong e “La vie en Rose”. (O vídeo contém Spoiler.)

E vale a pena ainda conhecer as demais músicas que tocam nesses filmes, são todas muito boas!

O tédio, as férias e os filmes

Minha dica de hoje vai para quem está de férias e não sabe muito bem como escapar do tédio. Bom, vá a locadora mais próxima, providencie a coca-cola e a pipoca que as dicas ficam por minha conta! Aí vão os 5 filmes pra dar um up nas suas tardes:

5 –  Cisne Negro (Black Swan – 2009) – Se dependesse apenas do meu gosto (e não do meu bom senso) esse filme seria o primeiro da lista, mas não é porque ele tem um grande potencial para causar um desconforto interno. É um drama psicológico, estrelado pela incrível Natalie Portman, que tem como pano de fundo a rotina de uma companhia de ballet que precisa reerguer sua fama e seu lucro, e para isso cria um espetáculo pretensioso que precisa de uma verdadeira artista para garantir seu sucesso.

4 – Um dia (One Day – 2011) –  Tendo como protagonista a Anne Hathaway, One Day é um filme emocionante (e chocante). As atuações e a trilha sonora são incríveis, além do filme ter uma fotografia muito bonita. Prepare a caixa de lenços, porque você provavelmente vai chorar e muito!

3 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain – 2001) – A personagam Amélie Poulain é interpretada pela atriz Audrey Tautou e vive numa busca pessoal e autêntica por sua personalidade, tentando fazer pequenos gestos para tornar as pessoas mais felizes. O filme se passa na França e tem uma fotografia diferente, um foco de câmera e uma história diferenciada. Talvez não seja um filme pra um grande público, mas vale a pena ver.

2 – Se eu fosse você 2 (2009) – Esse filme é a prova de que o cinema nacional não decepciona ao se tratar de comédias de qualidade. Prepare-se pra rir muito com a trama e as interpretações de Glória Pires e Tony Ramos. Esse filme nasceu um clássico!

1 – Má Educação (La mala Educación – 2004) – Esse filme é simplesmente incrível! A história de início parece sem nexo e tende a ser confusa: você irá sentir como se tivesse perdido uma deixa importante e os pontos sem nós só serão explicados nos últimos minutos do filme. O diretor é Pedro Almodóvar, se puder, assista mais filmes dirigidos por ele, são todos excelentes aos olhos dos amantes do cinema cult. Um filme dentro de outro, surpreenda-se!