História

Grécia, a origem da cultura ocidental

A Grécia Antiga, sem dúvida alguma, é uma das civilizações mais ricas e a que mais contribuiu para a constituição do mundo ocidental como ele é hoje. Se temos Estados democráticos, periodicamente disputamos as Olimpíadas, temos um vasto acervo de conteúdos de matemática, filosofia, artes, teatro, arquitetura, devemos isso aos gregos antigos. Além disso, a mitologia grega é um dos tópicos mais encantadores desse período, nos mostrando elementos importantes da cultura local da época, e nos prendendo a atenção com histórias de diversos deuses, heróis e divindades. É uma pena termos tão pouco espaço em sala de aula para tratar de um assunto tão vasto e interessante quanto esse, por isso, decidi vir aqui e postar mais um documentário incrível, dessa vez chamado Construindo um Império: Grécia, criado pela History Channel.

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As Múmias do Egito Antigo

Há algo mais curioso e encantador do que o Egito e suas múmias quando o assunto é história? Hoje eu trago aqui um documentário que fez parte da Semana da Múmia do canal Discovery Channel, mostrando o processo de estudo pelo qual as múmias passavam e revelando dados muito curiosos sobre a cultura egípcia.

No Egito Antigo, acreditava-se na existência de vida após a morte e também que os corpos seriam úteis, por isso o ritual de mumificação, que servia para a preservação dos corpos.

As demais partes do documentário podem ser vistas com continuação no Youtube! That’s all, folks!

Anne Frank: Uma História sobre o Holocausto

O Diário de Anne Frank é um dos livros mais importantes e comoventes já publicados. Trata-se de um retrato do holocausto escrito por uma menina judia de 13 anos que, devido a perseguição aos judeus, passou 2 anos escondida com sua família e alguns amigos, em cômodos secretos, num prédio comercial de Amsterdã, chamados de Anexo Secreto. Foi nesse ambiente que Anne Maria Frank, nascida em Frankfurt, na Alemanhã, em 1929, passou sua adolescência e encheu as páginas de seu diário com suas intimidades, descobertas de adolescente, reflexões, e, principalmente, dados sobre a Segunda Guerra Mundial e sobre a perseguição aos judeus. Mais do que escritos de uma adolescente, o Diário de Anne Frank é a voz de mais de 6 milhões de judeus que perderam suas vidas e tiveram seus sonhos interrompidos com a perseguição, além de apresentar ao mundo uma das personalidades mais brilhantes já vistas: a de uma jovem que mesmo com poucos motivos, ainda mantinha sua fé da bondade humana e mantinha esperanças de ter um futuro feliz. Seu diário é até hoje um dos livros mais vendidos e traduzidos no mundo todo, sendo uma verdadeira lição de sensibilidade e humanismo, emocionando e inspirando leitores.

Sua história mundialmente conhecida se transformou em quadrinhos, desenho animado, documentários, inspirou filmes como “Escritores da Liberdade” e foi, inclusive, utilizada no discurso de Nelson Mandela pós recebimento  do prêmio humanitário da Fundação Anne Frank em 1994, “onde disse à milhares de espectadores em  Johannesburgo  que havia lido o diário de Anne Frank enquanto estava na prisão e que ‘sentiu um grande alento com isso’. Comparou a luta de Anne contra o nazismo com a sua própria contra o apartheid, traçando uma linha paralela entre as duas filosofias com o comentário ‘porque estas crenças são evidentemente falsas, e porque foram, e sempre serão, desafiadas por pessoas iguais a Anne Frank, e destinadas ao fracasso’.”

Após dois anos vivendo na clandestinidade, Anne Frank e os demais moradores do Anexo Secreto foram denunciados por vizinhos anti-semitas e levados a campos de concentração. Anne morreu de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 31 de março de 1945, aos 15 anos. O único sobrevivente de sua família foi seu pai, Otto Frank. O mesmo decidiu publicar o diário da filha depois de descobrir que o grande sonho de Anne era ser escritora e que seus escritos servissem de registros do holocausto. Nem seu pai sabia o quão especial era Anne Frank.

Hoje, o Anexo Secreto pode ser visitado e é conhecido como o Museu de Anne Frank, localizado em Amsterdã. O local é um dos pontos turísticos mais visitados da Holanda e sua história permanece emocionando pessoas em mais de 70 línguas.

Sábado, 15 de julho de 1944

“(…) Pois em suas mais íntimas profundezas, a juventude é mais solitária que a velhice.” Li esta frase em algum livro, acho-a verdadeira e lembro-me sempre dela. Será verdade que os mais velhos passam por maiores dificuldades que nós? Não, sei que não é assim. Gente adulta já tem opinião formada sobre as coisas e não hesita antes de agir. É muito mais duro para nós, jovens, manter a firmeza e as opiniões em tempos como estes em que os ideais são destruídos e despedaçados, as pessoas põem à mostra seu lado pior e ninguém sabe mais se deve crer na verdade, no direito e em Deus.

Quem afirma que os mais velhos passam por dificuldades maiores certamente não compreende a que ponto nossos problemas pesam sobre nós; problemas para os quais somos jovens demais mas que aparecem continuamente até que acreditamos, depois de muito tempo, haver encontrado uma solução; só que a solução parece não resistir aos fatos que, de novo, a reduzem a nada. Esta é a maior dificuldade desses tempos: surgem dentro de nós ideais, sonhos e esperanças, só para encontrarem a horrível verdade e serem destruídos.

Realmente, é de admirar que eu não tenha desistido de todos os meus ideais, tão absurdos e impossíveis eles são de se realizar. Conservo-os, no entanto, porque apesar de tudo ainda acredito que as pessoas, no fundo, são realmente boas. Simplesmente não posso construir minhas esperanças sobre alicerces formados de confusão, miséria e morte. Vejo o mundo transformar-se gradualmente em uma selva. Sinto que estamos cada vez mais próximos da destruição. Sofro com o sofrimento de milhões e, no entanto, se levanto os olhos aos céus, sei que tudo acabará bem, toda essa crueldade desaparecerá, voltarão a paz e a tranquilidade.

Enquanto isso, é necessário que mantenha firme meus ideais, pois talvez chegue o dia em que os possa realizar.

Sua Anne”